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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Poemas de Sólia

Som das Onze

Sentado na sacada da minha casa, sozinha,
Olhando e lembrando da sua cara, solitária,
Pensando, lembrando dos momentos íntimos,
Criando, voltando aos momentos cínicos,

Pegando um violão, cantando
Dizendo palavras de amor, solfejando,
Iluminando o quarto, com a luz da sua foto
Dizendo pra mim mesma, que nosso amor esta fora de foco,

Não me lembro mais das brigas, era angustiante
Só me lembro de algumas birras, é algo de instante,
Não paro de ouvir o som, aquele da primeira noite
No qual nasceu a melodia, com certeza a mais tocante,

Sou uma desesperada por amor, que sofre a cada compasso,
Mas sou aquecida pela dor, que canta comigo em cada embalo
Paro agora pra escutar, murmurar ou simplesmente cantar fazendo pose,
No horário que um dia nos encontramos, chamado som das onze !



( Mateus Bonez ;D )

3 comentários:

Edu França disse...

Muito lírico, todo derramado de amor, é assim... viva e viva

João Pedro disse...

primeiramente, parabens pelo seu blog, VC realmente tem talento, conferi outros textos dessa pagina e esse me tocou ;)

aproveita e lê meus "discurssos" http://escutepensefale.blogspot.com/

Inho disse...

É isso ai parabéns pelo teu blog