
Um brasileiro americanizado chamado, Mark
Episódio de hoje "Halloween"
Hoje eu acordei muito, mais muito irritado.Um dia frio, nublado, ótimo para tomar aquele vinho, comer aquele chocolate, se reunir com quem você gosta. E então estava eu apreciando meu sono matinal quando alguém bate na porta. Fiquei indignado porque é Halloween, poxa nem nessa data os chatos, cobradores, idiotas e afins dão um tempo.Aff, que saco hein. Olhei pro relógio, era 8:30 da matina. Virei pro lado, e insistiu em bater, e claro lembrei que não morava nos Estados Unidos e comecei a me revoltar. Eu que na noite seguinte havia dormido tarde, pois fiquei com minha amiga escolhendo a roupa preta com roxo para irmos ao baile da faculdade. - Brasil sabe como é, eles não comemoram como nos Estados Unidos, isso me irrita. Copiam eles em tantas coisas, porque não fazer uma festa Halloween descente não é? Me irrita essas histórias de saci pererê, boi sei lá o bumbá o que, curupira, não desmerecendo nosso país, mas que nomes pobres hein. Tá bom, parei de criticar.
Voltando ao sono, estava sonhando em encontrar Madonna bem louca dançando “Papa Don’t Preach” em meio Halloween, e o melhor na rua da minha casa, ai que sonho. Demorou uns 10 minutos e o maldito voltou a bater na porta. Fiquei um pouco mais bravo, virei pro lado coloquei o travesseiro na minha cara e nada do idiota se mandar. Olhei pro outro lado, cansado e indignado. Poxa, hoje eu não trabalho porque graças a abóbora eu ganhei folga e vem um idiota bater na minha porta. Eu queria ir para os Estados Unidos, mas não terminei meu módulo 4 na Wizard, então não quero arriscar. – Ai que droga, esse idiota não foi embora?! – Pensava eu aflito em ter que levantar da cama. Olhando em cima do criado mudo, fiquei vendo a maçã que havia deixado no fim da noite, para simbolizar a vida já pela manhã, mas o retardado emocional, sem nenhum pingo de respeito, em plena 08:50 da manhã estava lá batendo em minha porta. Bom na raça levantei e fui até a porta.
Na ida até a mesma, encontrei um gato preto que invadiu minha sala pela janela, já de cara assustei e comecei a ficar neurótico. Fui vendo que não ia ser um dia bom. Passei debaixo da escada que estava no meio da minha sala e acreditem, cai o maior tombo e o maldito gato veio pra cima de mim, me machucando (emocionalmente é claro), ele estava varado de fome, tadinho. Me levantei, ainda com o pouco glamour que me restou e fui até a porta. Abri todo feliz (você deve imaginar minha cara de simpatia) quando 6 belas crianças estavam lá fora, vestidas de bruxas, magos, morcegos...OUN tinha uma menina tão lindinha vestida de fada, vontade de morder as bochechas. Mas ai né, perguntei então:
- O que querem lindinhos? – Fazendo a Paulina com a cara amassada e fingindo amar a situação. Totalmente esquecido daquela certa brincadeirinha básica. Mas ao mesmo tempo séria, depois de algum tempo de pesquisa descobri que o "bolo das almas" é importante e tem uma certa seriedade.
- Doce ou travessuras? – exclamou a fadinha tão fofa que eu havia amado.
Sem reação na hora, sorri e disse:
- Aqui não é Estados Unidos, porque não vão brincar e fazer um dia normal como todos os outros, sem essa ordinariozinhos!?– Ignorava com classe.
- Doce ou travessuras? – exclamou o gordinho lá atrás vestido de Abóbora. Fiquei fulo da vida, todos eles em um só coro perguntavam agora:
- Doce ou travessuras? - Fiquei bravo e bati a porta na cara deles. Me irritei, não ia dar meus doces aquelas crianças nojentas que a partir daí se tornaram nojentas (heh).Quando senti que minhas janelas que havia limpado na quarta estavam sendo sujas com a raiva daquelas crianças que levaram a sério a brincadeira mais popular do folclore americano.
Vocês devem imaginar a minha cara de Sidney Prescott sendo atacada pelo serial killer mais doidão da cidade, fiquei fulo, abri a porta e xinguei aquelas crianças, de repente recebi uma torta na cara, gritei, expulsei e eles saíram felizes. Felizes porque estavam por um momento vivendo aquela brincadeira , estavam participando da cultura americana (de um jeito bruto, mas tudo bem). Sentei no chão da sala, comecei a dar risada sozinho, peguei aquele gato preto, lindo por sinal, dei comida, arrumei a casa, e sim eu esqueci aquilo rapidamente. Convidei todo o bairro e a noite dei uma festa de Halloween. Eu por um momento agradeci por nascer no Brasil, prefiro ser atacado pelo saci, do que ser atacado por crianças furiosas em plena 9 da matina. Bom, termino aqui dizendo que adoro os EUA, mas também amo de coração meu país e não troco por nada a cultura e a tradição brasileira. Tá, esquece que eu disse isso, rs.
obs.: Tá, mas ano que vem essas crianças malditas me pagam!
( Mateus Bonez ;D )
Feliz Dia das Bruxas Childrens do Tio Mah, hoho*


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